escrevo porque gosto, escrevo para me libertar, não para agradar. ps. todos os textos são da minha autoria, os créditos inventaram-se por alguma razão.

abril 27, 2011

Última Carta






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Querido Tu,





Já perdi a conta ao número de textos que tenho escrito. Confissões entre mim e a minha intimidade. Mas este quero que o leias porque vai ser o último que alguma vez será dirigido directamente a ti.
Ainda não me atrevi a ouvir melodias que se aproximem ao meu estado de espírito. Tenho medo que os meus olhos se tornem em dois grandes rios imparáveis.
Aprendi a jogar no lado seguro, ensinaste-me a construir a linha imaginária mais tocável de todos os tempos. Não sei se te agradeça, não sei se te despreze.
E até orgulho tenho em dizer que passeares-te com ela mesmo á frente dos meus olhos sem a mínima preocupação não me faz também a mais mínima confusão. Por razões que... Bem, se tas contasse ia levar á erupção de vários vulcões. E não é de todo a minha intenção, se é que a tenho.
Aquelas qualidades todas foram-se tal como a tua amizade. Talvez por isso não consiga expressar qualquer sentimento por ti. Nem ódio, nem amor, nem amizade...
Querias tanto fazer as coisa certas que te saiu tudo ao contrário. E agora, num cruzar de olhos, só me lembro de como foste uma desilusão e de como, agora mais que nunca, um beijo teu, uma caricia não tem qualquer significado, apesar de traição. Traição ao passado e não só.
Esse está bem guardado, e não deixo que lhe faças mal. O resto... Não é da minha conta. É teu de cuidar, e não estás a fazer um grande trabalho.
Aquela primeira impressão que eu tinha de ti... Ora, Aquela que tanto nos separou... Ironicamente, aquela que tanto criticaste... Estava completamente correcta.
Não precisas de te esforçar ao atirar-me à cara nada. Sei o que fiz, mas também sei muito bem tudo o que fizeste. E não te iludas. Não tentes virar o presente contra mim; pois aquilo? Foram apenas beijos, apenas brincadeiras. Não mexeu, nem durante um segundo, com o meu novo coração de aço. Na tua cara já não vejo nada para além de uma lição de vida. És zero.
E tenho pena. Muita pena. Mas mesmo que quisesse... Não importa, porque não quero.
Não importa "e se...", "e se..." . Esses nunca te importaram, não me importam a mim também. E não importam porque nada restou e o passado nunca vai voltar. E não é por tu não quereres... é porque eu não quero.






Desejo-te o melhor,
V.S.
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