escrevo porque gosto, escrevo para me libertar, não para agradar. ps. todos os textos são da minha autoria, os créditos inventaram-se por alguma razão.

janeiro 30, 2010

Estado Terminal

A queda foi vertiginosa e a inanição governa cada passo meu.
Como é que isto aconteceu ?
Os teus olhos pareciam cristalinos, puros e divinos.
Banal miragem (duplicada).
Crueldade, frieza dominante, é tudo tão recente e ao mesmo tempo tão distante.
Como consegues ?
Juro-te, meu amor. Era invicta.
Suportei todo o pavor, durante meses com o teu rosto gravado no meu olhar.
Esqueci, apaguei e eliminei-te de mim.
Mas voltas-te para me assombrar, colapso, maldição.
Fizeste-me (re)viver tudo novamente. E eu aqui, sem te poder matar.
Deixas-te-me apenas com as memórias, até essas notórias.
Estupidez total, estado terminal.

janeiro 26, 2010

Ele, coração.

Gritou e gritou. Nada era vão e ele tinha essa noção.
Numa brisa avassaladora percebeu tudo o que ficara para trás, ou o que nada existiu.
E mesmo sabendo, insistiu.
E quão ridículo terá sido?
Andar de olhos fechados.
E quão grande bandido?
Preso entre todos esses laços entrelaçados.
Agora, um único desejo, que a menina ingénua tenha morrido, senão adormecido.
Nem os seus mais queridos perceberão esta destruição, resta-lhe o conforto da solidão.
Quando sua fala escassa está, inexistente uma outra solução.

janeiro 12, 2010

Agora vejo


Olha-me e diz-me com sinceridade; O que vês?
Reconheces no meu rosto uma mulher forte? Lutadora? Destemida?
Outrora talvez. Disseste que mudei, disseste-o bem.
De certo estou diferente, mas pelos visto, insuficiente.
Já tu, continuas o mesmo, eu simplesmente não o queria ver.
De entre o saber; fingir e esconder.
O caminho mais fácil, foi sempre o mais seguido, mas a que preço?
Pecado? Não foi eu errar ao ter confiado, mas uma vez mais, teres-me enganado.
Tal como um pássaro não vai deixar de voar, até as asas lhe serem cortadas,
eu não vou deixar de amar até as minhas lágrimas serem apagadas.

janeiro 02, 2010

Uma melodia ao vento

Tudo foi a jogo, e tudo perdi.
As cartas foram expostas, tudo perdi.
Agora desejo apenas poder gritar: "Consegui, outro caminho eu segui."
Vermelho de ódio ou vermelho de paixão?
Verde de esperança ou verde de ilusão? Contudo continuo a não; de entre todos os minutos ; a não conseguir extrair um único segundo de verdade sem o meu mundo ruir.
E o que para ti foi um sorriso, para mim foi a mais pura e inocente felicidade. Um toque? Para sempre recordado. O timbre da tua voz? A melodia mais desejada.
Inesperado, promessas foram feitas e juras de confiança realizadas.
Memórias, Saudade, Ansiedade. Momentos recordados no espaço de dois segundos. Imparcial. A lágrima não resistiu, fatal, caiu.

Entreguei-me.
"Pensais com o coração?"
"E depois? E então?"
"Nada mais, apenas e só, uma mera ilusão, uma triste desilusão."

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